Referido
como uma prática que tem lugar "quando o amor se torna
intenso", o ato de arranhar o parceiro antes ou durante o ato
sexual mereceu um capítulo especial do Kama Sutra. Nele está
contida uma relação de vários tipos de arranhões,
todos denominados conforme o tipo de marca deixada no corpo de quem
é arranhado. Evidentemente que se trata aqui de arranhões
leves, que servem para excitar o parceiro, nada a ver com práticas
sadomasoquistas.
Sendo
o toque um componente fundamental quando o assunto é sexo,
o Kama Sutra privilegiou esta forma de carícia (arranhão)
devido ao alto teor de erotismo e sensualidade conferido pelo
toque das unhas de um parceiro no corpo do outro - pressionando
a pele ou arrastando-se sobre a mesma com maior ou menor intensidade
-, sem falar do caráter selvagem que as unhas podem assumir,
como se fossem as garras de um animal a assediar sua presa, como
podem atestar os nomes dados pelo Kama Sutra ao diversos tipos
de arranhões: "Garras de um Tigre", "Pata
de Pavão" ou "O Salto de Uma Lebre".
Já
na época em que foi escrito o Kama Sutra lembrava que arranhar
"não é uma prática usual exceto para
aqueles que são intensamente passionais."