O Kama Sutra descreve os diversos tipos de beijo com uma grande riqueza de detalhes. Visto que pouca coisa mudou nesse aspecto desde que a obra foi escrita por Vatsyayana, essas variações podem ser consideradas atuais e importantes até os dias de hoje.
Variando de um leve e rápido contato até uma intensa e íntima penetração da língua, cada tipo diferente de beijo produz uma específica e valiosa resposta emocional em ambos parceiros. O Kama Sutra trata o ato de beijar como uma arte, e dá a boca um valor muito especial, considerando-a na verdade uma espécie de templo sagrado, que só deve ser compartilhada com aqueles que se ama muito. O bom beijo estimula todos nossos sentidos, ao experimentar o sabor da boca do companheiro, o cheiro de sua pele, o calor de seu toque, o som de sua respiração e o seu olhar no momento que precede o ato. O beijo não deve envolver somente a boca e a língua, mas todo o nosso corpo deve estar concentrado em participar da experiência, completando o parceiro. Da mesma forma, um beijo deve dar prazer e aguçar a libido, e não sufocar o companheiro em uma batalha de línguas.
A obra indica, por exemplo, qual beijo é adequado para cada determinada circunstância, e encara-o como um importante aspecto do método de conquista de cada parceiro e uma etapa essencial do jogo amoroso, capaz de revelar muito sobre o conhecimento do parceiro.
A descrição de Vatsyayana sobre os diversos tipos de beijos é cuidadosa, e tratada da mesma forma como as descrições das várias modalidades de abraços e posições sexuais.